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sexta-feira, 19 de março de 2010

Ah, o amor!

Mais um texto de autor desconhecido, de humor bem-vindo e, porque não, de arte e poesia!

O amor não faz brotar uma nova pessoa dentro de você. O nome disso é gravidez.
O amor é outra coisa.


O amor não te deixa completamente feliz. O nome disso é Prozac.
 Amor é outra coisa.

O amor não te faz acreditar em falsas promessas. O nome disso é campanha eleitoral.
O amor é outra coisa.

O amor não te deixa completamente imóvel. O nome disso é trânsito de São Paulo.
O amor é outra coisa.

O amor não te liberta. O nome disso é ALVARÁ DE SOLTURA.
Amor é outra coisa.

O amor não te deixa quente e te leva pra cama. O nome disso é dengue.
O amor é outra coisa.

O amor não te deixa saltitante. O nome disso é Pogobol.
O amor é outra coisa.

O amor não te faz esquecer de tudo. O nome disso é amnésia.
Amor é outra coisa.

O amor nao te faz sentir borboletas no estomago, o nome disso é fome.
O amor é outra coisa.

O amor não te deixa molinho e manhoso. O nome disso é Rivotril.
O amor é outra coisa.

O amor não te deixa temporariamente cego. O nome disso é spray de pimenta.
 O amor é outra coisa.

O amor não faz seu mundo girar sem parar. O nome disso é labirintite.
O amor é outra coisa.

O amor não retribui suas declarações. O nome disso é restituição de imposto de renda.
O amor é outra coisa.

O amor não te faz olhar pro céu e ver tudo colorido. O nome disso é queima de fogos de artifício.
O amor é outra coisa.

O amor não te faz ficar simpático e amoroso de repente. O nome disso é Natal.
O amor é outra coisa.

O amor não te deixa à mercê da vontade alheia. O nome disso é Boa Noite Cinderela.
O amor é outra coisa.

O amor não te faz ver o mundo cor-de-rosa. O nome disso é baitolice.
O amor é outra coisa.

O amor não é aquela coisa brega, mas que te remexe todo. O nome disso é Banda Calypso.
O amor é outra coisa.

O amor não te dá a chance de mudar o que está diante de você. O nome disso é controle remoto.
O amor é outra coisa.

O amor não tira suas defesas. O nome disso é HIV.
O amor é outra coisa.

O amor não te pega desprevenido e te impulsiona para frente. O nome disso é topada.
O amor é outra coisa.


O amor não faz o coração bater mais rápido. O nome disso é arritmia.
O amor é outra coisa.

O amor não te faz ver tudo com outros olhos. O nome disso é transplante.
O amor é outra coisa.

O amor não te faz arder em chamas. O nome disso é combustão instantânea.
Amor é outra coisa.

Gente, eu recebo tanta coisa interessante por email e a maioria chega sem o nome do autor... por favor, se alguém souber, solicito manifestação!!

Ah, e se alguém souber o que é amor afinal, também se manifeste!! rsrsrsrs

Obs.: posso confessar uma coisa? Fico lendo esses textos e dou muita risada, depois vou fazer minhas atividades (lavar louça, pegar ônibus, fazer compras, enfim...) e lembrando do texto e rindo sozinha, mais de uma vez me peguei fazendo isso, sorrindo a esmo, e alguém olhando com cara de vergonha alheia pra mim!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Tou nem aíííí!! Tou nem aííííí!! 

terça-feira, 16 de março de 2010

Depilação!

Recebi esse texto de uma amiga e p-r-e-c-i-s-o dividir com vocês!

"Tenta sim. Vai ficar lindo."
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
 
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era  pra fazer, quis fazer direito.
 
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas,assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas. 
 
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- .é... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar
um pouco senão vai doer mais
ainda.
- Ah, sim, claro.
 
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei.
De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
 
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois  joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
 
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem.Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais. 
 
- Tudo ótimo. E você?
 
Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que
era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas. 
 
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
 
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
 
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
 
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho  de Penélope e dá uma conferida na Abigail. 
 
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. 
 
Olha de perto. Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
 
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
 
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava  de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
-Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com  mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado. 
 
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
 
- Penélope, empresta um chumaço de
algodão? 
 
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor. 
 
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
 
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar  contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Queria comprar o domínio  www.preserveasvaginaspeludas.com.br
Filha da puta foi a mulher que inventou a "cavadinha" ..
 
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Agora, se puderem, por favor me respondam 2 perguntinhas:
1) Alguém sabe quem é a autora do texto?
2) Por que a vizinha depiladora sempre entra no cafofo quando a gente tá se depilando? kkkkkkkkkkk